Entrevista com Tiago Petrik: a poesia gráfica das Calçadas do Rio

Entrevista com Tiago Petrik: a poesia gráfica das Calçadas do Rio

As calçadas em pedras portuguesas do Rio de Janeiro contam histórias com linhas e contrastes. É nesse ritmo de ondas que a coleção Calçadas do Rio, do fotógrafo e jornalista Tiago Petrik, encontra sua força. Co-criador do RIOetc, um dos projetos mais influentes de street style e cultura carioca, Tiago traz um olhar documental e afetuoso para o cotidiano da cidade e passa a integrar o time de artistas do Portais.

Nesta entrevista, Tiago revisita sua trajetória e as pontes que construiu entre jornalismo, moda e fotografia de rua, das redações a projetos colaborativos que mobilizaram centenas de imagens e muitos autores. Boa leitura!

1. Qual sua trajetória com a fotografia e o que mais te encanta nesta arte?

Aprendi a fotografar na faculdade, mas só alguns anos depois passei a atuar profissionalmente, quando criei um site chamado RIOetc. Através dele, fotografei milhares (mesmo!) de pessoas nas ruas. O foco era a moda, mas além de fotografar eu também entrevistava as pessoas. Então a fotografia era uma forma de conversa, ajudava nessa pesquisa. Mas eu gosto das técnicas alternativas, como a fitotipia e a fotografia analógica, até a edição no Photoshop. Não tem um lado que eu curta menos.


2. ⁠Quais são suas inspirações visuais e como elas influenciam sua escolha de lugares e composições fotográficas?

Meu avô veio pro Brasil em 1930 com uma câmera, e fez altas fotos da viagem e da sua vida aqui. Ele mesmo revelava seus filmes e ampliava as imagens na cozinha de casa. Até hoje as fotos dele, muitas quase centenárias, estão vivíssimas, em álbuns espetaculares. Essa foi minha primeira inspiração. Em relação a lugares, provavelmente o que mais fotografei foi a praia. Ela tá sempre diferente, cada vez que se olhe.


3. Como é sua relação entre o jornalismo e a fotografia? Como uma experiência impacta na outra?

Na época em que trabalhei em jornal, fui colega do Evandro Teixeira, simplesmente o maior de todos, entre outros vários craques. Aprendi assistindo essa turma trabalhar, mas também fotografando. É assim que se evolui. E acho que meu trabalho também é muito documental, provavelmente por causa da minha formação.

 

4. Que mensagem ou sensação você espera despertar em quem vê suas fotografias, especialmente as selecionadas para o Portais?

Em algumas dessas imagens usei o drone, que é uma ferramenta relativamente nova pra mim. Eu tive um logo que eles surgiram, em 2014, mas era uma tecnologia muito pouco evoluída, eu morria de medo que ele caísse na cabeça de alguém, então voei pouco. Há um ano e meio tenho um que é levíssimo, obediente e com uma câmera muito melhor que a antiga. Então me empolguei com a nova perspectiva que ele oferece: e se eu fosse ali? Qual será a visão? Fico feliz de poder compartilhar essas descobertas. Mas tem também foto feita com celular e com câmera digital, porque no fim das contas o equipamento importa menos que a ideia. Então espero que curtam.


Veja mais em nossas Coleções

Ao final deste bate-papo, vale dar um mergulho na série que celebra os desenhos icônicos das calçadas cariocas. São 3 fotografias assinadas pelo artista, disponíveis em quadros decorativos com ou sem moldura, em diferentes tamanhos, perfeitos para sala, quarto ou escritório.

Para quem busca um pôster decorativo do Rio de Janeiro autêntico e com história, esta é uma escolha certeira. Transforma ambientes com elegância e memória afetiva.

Explore a Coleção Calçadas do Rio no Portais Club e escolha a moldura que combina com o seu espaço.

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